ENTREVISTA

 

Entrevista com a bióloga Luciana Turcheto, estudiosa do comportamento animal, responsável pela Animal Flower, empresa que desenvolve florais e produtos para o tratamento e conforto dos animais.

Na sua opinião, qual a importância dos animais no convívio com as pessoas?

Os animais domésticos  desenvolvem um laço emocional com seus donos muito importante. A convivência diária oferece momentos de relaxamento, descontração e alegria  tão intensos que ajudam a diminuir a pressão sangüínea e o estresse.
De maneira geral os benefícios deste convívio são:

  • Amor incondicional
  • Companheirismo
  • Melhora na saúde física em geral
  • Senso de responsabilidade nas crianças
  • Aumento do interesse por atividades ao ar livre
  • Oportunidade para conhecer outros donos de cães
  • Redução nos níveis de estresse e ajuda ao lidar com a depressão. 

Hoje em dia, outra grande função do convívio com os animais é a zooterapia. Zooterapia é o uso de animais como uma forma de terapia. Ha o uso de animais para aliviar ansiedade de crianças com deficiências especiais, animais que auxiliam no alívio de sintomas de pacientes com Alzheimer, câncer e outras doenças. O convívio com um animal mesmo que seja por poucas horas ao dia traz alegria, alivia a ansiedade e pode até causar até redução de medicamentos sedativos em vários pacientes. Pesquisas indicam que emoções boas interferem de maneira positiva no sistema imunológico, fortalecendo-o.  

Os animais são capazes de entender o que os humanos querem dizer?

Apesar de não compreender  a linguagem do ser humano, os animais conseguem interpretar comandos verbais, sobretudo quando utilizados em conjunto com um gesto. A entonação que usamos para falar com eles  é muito importante. Assim, quando falamos qualquer coisa amorosamente eles irão gostar.

Qual a importância dos animais para os adolescentes?

A adolescência é uma fase da vida curiosa, na qual muitas vezes o adolescente sente-se frustrado, incompreendido emocionalmente. Um animal durante essa fase pode ser muito compensador uma vez que traz relaxamento e conforto emocional.

Em que situações os animais se tornam violentos ou agressivos?

Os animais têm os mesmos instintos de sobrevivência que nós temos e não possuem a parte consciente do cérebro, ou seja, não são capazes de controlar esses instintos e nem de saber o porque os têm. A agressividade é um mecanismo de defesa. Animais tendem a se tornar agressivos quando são ameaçados por outros animais ou humanos, quando algum desconhecido entra em sua casa, quando ficam muito tempo trancados no mesmo lugar, quando sentem medo (por defesa), quando chegam perto de sua comida ou por disputar dominância com algum outro animal da casa. 

Podemos controlar a agressividade de animais mais violentos (ex. Pibull) ou já é parte de sua natureza?

Alguns animais têm uma predisposição natural e genética para a agressividade. Isso depende da raça,  mas é bem particular de cão para cão.  Devemos sempre lembrar que um cão irá agir instintivamente. Se você optar por ter um cão que já tem tendência à agressividade é importante observar desde cedo seu comportamento e ficar atento. Também é importante que nas primeiras semanas de vida o cão seja apresentado a vários tipos diferentes de pessoas e animais (raças diferentes, crianças, idosos). Esse processo chama-se socialização e é importantíssimo para que o animal aprenda a conviver com as diferenças desde cedo, evitando estranhar e tornar-se agressivo mais tarde. Os animais tendem a ser agressivos quando encontram com animais ou pessoas diferentes de seu convívio.
Assim, a agressividade pode ser controlada e evitada, mas se  animal tiver essa tendência natural é necessário estar sempre atento às suas reações.

Que animais são mais indicados para a convivência doméstica?

Para a convivência domestica os mais indicados são os animais que mais se acostumaram com a presença humana. O cão e o gato são os animais que mais se beneficiaram com o convívio humano.  São dóceis e fáceis de cuidar (apesar de cada um ter sua personalidade específica!). Aves e tartarugas também são fáceis de cuidar. Mas não espere interagir emocionalmente da mesma forma que com um cachorro ou um gato. Cães e gatos, por serem mamíferos, têm as emoções mais desenvolvidas que aves e répteis.  Animais selvagens são mais difíceis de se conviver. Têm hábitos muito diferentes e geralmente sofrem em ambientes domésticos.

Podemos deixar os animais sozinhos em casa por quanto tempo?

Cães e gatos devem ficar sozinhos por no máximo cinco horas. O mais importante ao deixarmos um animal em casa, é observar se suas necessidades serão satisfeitas enquanto você não estiver por perto.  O animal tem que ficar sempre com alimento e água disponíveis e frescas se for deixado por muito tempo sozinho  e tem que ser treinado a fazer suas necessidades em algum local longe da sua cama. Animais não fazem suas necessidades perto do local onde dormem por instinto. Se ficarem sem opção, e tiverem que fazer,  ficam estressados.

Como reagem os animais que não são levados para passear na rua?

Animais são como nós, humanos, precisam de contato com a natureza, com outros animais, precisam tomar sol! Um animal que é habituado a passear na rua é sempre mais social, mais simpático, não se torna hiperativo. Se o animal não for levado a passear na rua pode se tornar agressivo, impaciente e intolerante a outros animais e pessoas.

Como entender as reações dos animais?

Da mesma forma que nossas expressões faciais complementam as palavras ditas, um cão utiliza a postura do corpo para expressar seus sentimentos. Sua vocalização também é importante.

Olhos – Olhar fixo e direto para outro cão, significa ameaça.
Quando o olhar é desviado indica submissão ou tédio. As pupilas dilatadas indicam inquietação, interesse ou medo, enquanto que as pupilas contraídas indicam relaxamento e sonolência.

Cauda -  O abanar da cauda é famoso. Podemos saber o quanto um cão está feliz pela velocidade que abana sua cauda. Quanto mais rápido, mais feliz.
A cauda ereta significa um cão dominador e entre as pernas indica nervosismo, medo ou submissão.

Orelhas – Quando baixas significam medo ou submissão. Eretas e deslocadas pra frente significam confiança e alegria.

Posturas - Parte da frente do corpo abaixada e bumbum em pé significa brincadeira.
Virado de costas significa que está totalmente confiante e a vontade.
Rosnando e com pelos eriçados indica que está em posição de ataque.

Os animais têm emoções como nós. Podem sentir-se com medo, deprimidos, ameaçados, carentes, sozinhos. Devemos prestar atenção a isso.

Os desequilíbrios emocionais nos animais podem ser tratados? De que forma?

Os animais reagem emocionalmente a diferentes situações do mesmo jeito que os humanos. Assim, podem ficar tristes, magoados, medrosos, sentir-se ameaçados, apresentarem agressividade como forma de dominância ou por medo.  Estes desequilíbrios emocionais podem ser tratados mudando o estímulo que causa esse comportamento, através de adestramento em alguns casos ou de tratamentos que visam ao equilíbrio emocional do animal como terapia floral e fitoterapia. A terapia floral é muito eficaz para minimizar e tratar sintomas de desequilíbrio emocional, promovendo um equilíbrio rápido na maioria dos casos. Manter seu animal em ambientes saudáveis, levá-lo a passear regularmente, mantê-lo limpo, vacinado, com uma alimentação adequada e dar muito amor e carinho são a melhor forma de ter um animal feliz que irá gerar muito benefício para toda a família.



Maiores informações: www.animalflower.com.br Tel.: 3817 5441
Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 351 • Morumbi Sul
São Paulo • SP • CEP 05763-470 • Fone: 3594 0600
faleconosco@morumbisul.com.br


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