Proclamação da República
Escola celebra os 120 anos do fim do regime monárquico e discute a validade e atualidade dos ideais republicanos

A imagem do marechal Deodoro da Fonseca, erguendo seu quepe cheio de glórias, é a que prevalece nas clássicas representações do golpe militar que marcou o fim da Monarquia no Brasil e o início da República. 120 anos depois, a figura do revolucionário representa não só os ideais de liberdade associados ao movimento republicano, mas a oportunidade de rever a participação popular nos processos políticos, econômicos e sociais.

O golpe militar promovido em 15 de novembro de 1889 foi resultado de uma longa história manifestada em diferentes revoltas. A queda da Monarquia só aconteceu, de fato, depois da proclamação civil de integrantes do Partido Republicano. Ao contrário do que aparentou, a Proclamação da República foi conseqüência de um governo que não mais possuía base de sustentação política e não contou com intensa participação popular.

 

Conheça as quatro razões para a queda da Monarquia
Abolição da escravatura
Decretado em 1888, o fim da escravidão desestabilizou a agricultura de exportação, baseada no trabalho compulsório. O Império mostrou-se incapaz de responder com a agilidade necessária às novas demandas dos fazendeiros e não conseguiu garantir a estabilidade econômica.

Influências externas
O Brasil era o único país independente na América do Sul a manter uma monarquia - países vizinhos colonizados pela Espanha optaram pela república logo após a autonomia. O contato dos militares com a realidade das nações vizinhas disseminou a ideia de um novo sistema de governo.
 
Centralização política
Concentrador de poderes por definição, o sistema monarquista já não era compatível com as necessidades nascidas da modernização da economia. Elites provinciais de São Paulo e Minas Gerais, por exemplo, já reivindicavam, desde o início do século, certo nível de autonomia.

Perda de apoio popular

Dom Pedro II, na maior parte do tempo recolhido em Petrópolis, já não era mais uma figura querida entre as massas. Além dele, a princesa Isabel e seu marido, conde d’Eu, eram frequentemente alvo de ataques e chacotas da imprensa nacional e internacional.

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